Quase 12 anos de carreira, hora de fazer um retrospecto da minha vida profissional. Em 2006 eu tive meu primeiro contato com o Photoshop, momento inesquecível, uma vez que se tornaria minha ferramenta de trabalho não muito tempo depois. Após os primeiros meses estudando através de tutoriais, que na época ainda eram em sua maioria escritos e não gravados, corri atrás do curso técnico mais próximo para me aprofundar no programa. Já em seguida comecei a trabalhar como designer, ainda sem grande experiência mas com uma fome insaciável por conhecimento e vontade de criar interfaces para websites.

Os Sucessos

Com muito suor, madrugadas de estudos e talento, tive experiências incríveis. Trabalhei na Universidade Aberta do Piauí, no maior sistema de comunicação do estado (Grupo Meio Norte) e em algumas agências de Propaganda e Marketing que contribuíram na expansão de conhecimentos específicos que íam além de apenas desenhar e codificar páginas para web.

Em dezembro de 2008 criei meu primeiro empreendimento, chamado Editais Brasil, um site que visava divulgar informações sobre concursos públicos e empregos no país. Trabalhei 6 meses, religiosamente todos os dias, sem ganhar absolutamente nada. Acreditar no projeto e ter força de vontade para lutar por ele durante tanto tempo sem ter retorno foi crucial para que um dia ele começasse a dar certo. Em agosto de 2009 tive meus primeiros rendimentos com Google Adsense, num valor aproximado de R$ 100,00. Embora fosse muito pouco a felicidade de ver o primeiro resultado era indescritível.

Nos próximos 3 meses eu acompanhei uma explosão no gráfico de acessos, que passaram de 1 mil acessos únicos diários para 10 mil. Tudo bem, não é grande coisa perto de sites com milhões de acesso, mas para mim foi incrível. Em janeiro de 2010 o site esteve em seu auge, atingindo 1 milhão de acessos mensais e gerando uma receita agradável. Infelizmente por inúmeros motivos que não vem ao caso e nem valeriam a pena falar, abandonei o projeto que aos poucos foi desaparecendo.

Tive ainda o privilégio de prestar serviços para o maior portal de direito do Brasil (Jus Navigandi) e o maior site de compra coletiva de toda a região nordeste (Os Mosqueteiros). Embora hajam outros exemplos bem sucedidos, estes foram os que mais me marcaram.

Os Fracassos

Aí está uma palavra que eu conheci de perto: fracasso. Nas suas diferenças intensidades e tipos. É difícil listar todos, porque foram muitos. Cada um precisaria de um texto exclusivo (quem sabe eu não faço em um segundo momento para compartilhá-los detalhadamente). Resumidamente falando:

  • Cheguei a falência em 2010
  • Levei calotes
  • Fiz projetos que nem chegaram a ser lançados
  • Fiz projetos que foram lançados e não deram em nada
  • Tive sociedade com “profissionais” desinteressados
  • Sofri rasteira de um sócio com quem compartilhava a vida e o sonho de um negócio
  • Fraquejei em projetos que podiam ter dado certo
  • Abandonei um projeto que já tinha alcançado o sucesso

[Pausa para respirar fundo…]. Ufa!

A experiência fora do Brasil

Não há dúvidas de que trabalhar para uma empresa fora do Brasil foi a melhor experiência da minha vida. Melhorei meu inglês, conheci uma mentalidade de negócios diferente, ganhei uma boa grana e fiz amizades. Tudo começou em fevereiro de 2013, quando vi uma vaga para Front-End no Twitter e me candidatei. Dois dias depois fui contratado como part-time developer pela Quez Media. O tempo passou, muito trabalho foi feito, até que em 2015 fui promovido e recebi também responsabilidades como Designer da empresa.

Um dos pontos mais relevantes foi ter visto que existia de fato uma empresa que tinha uma mentalidade não muito diferente da minha. Nos dois primeiros anos, por exemplo, como só trabalhava meio expediente e a demanda não era tão grande, quase sempre quando eu terminava os projetos, mesmo que faltassem 2 ou 3 horas de expediente, quando não haviam tarefas adicionais eu era dispensado para aproveitar o resto do dia. Foi o primeiro dos diversos motivos pelos quais me apaixonei pela empresa.

Lembro bem que em uma empresa da cidade em que moro, faltou internet e não tinha nenhuma tarefa pendente. Mesmo assim não fui liberado, tive que ficar naquele horário pré-determinado até às 18h00. Qualidade de vida é algo que o brasileiro em geral não sabe o que é (com algumas exceções de algumas pessoas bem sucedidas ou nascidas em berço de ouro). Sempre falei: “funcionário feliz produz mais e se dedica a empresa porque quer continuar feliz”. Lá fora finalmente encontrei isso.

Ah… uma ressalva, trabalhei para fora do país remotamente, no meu home-office. Embora não tenha sido uma experiência “completa”, foi significativa. – “Então não conta Rafael…”. Conta sim, você nem imagina o quanto. Óbvio que gostaria de ter me mudado de vez pros Estados Unidos, mas tenho outras prioridades que entraram em conflito.

Uma vez ao ano a equipe se encontrava em São Paulo para passar uma semana juntos no mesmo hotel. A maior parte dos desenvolvedores eram brasileiros e a parte administrativa, de marketing e funcional era dos Estados Unidos. Hoje guardo com saudade esse período.

Quatro anos e meio, esse foi o tempo que permaneci na Quez Media. A primeira empresa que durei mais de um ano nessa longa jornada profissional, já que nas outras nunca me senti “encaixado”. No dia 6 de agosto de 2017 fui desligado da empresa. Fui pego de surpresa, mas sabia que podia acontecer cedo ou tarde.

De volta aos velhos desafios

É clichê e infantil demais falar que “agora estou em busca de novos desafios”. Não, não estou. Depois de alguns meses refletindo qual seria o próximo passo que eu daria, finalmente cheguei nas conclusões que eu precisava. Os desafios são os mesmos de sempre e de todo profissional ambicioso. Quero sempre mais e quero sempre o melhor. O que eu tenho a encarar pela frente são as mesmas coisas que já encarei e descrevi resumidamente nesta publicação. A diferença é que agora eu tenho uma bagagem para ter mais cautela onde tiver que ter, para ser mais “pé no chão” quando for preciso e me manter ainda mais firme mesmo quando estiver muito difícil.

Estou me dedicando em tempo integral tanto para trabalhos como freelancer quanto para avançar com esses empreendimentos. Jamais deixarei de investir na minha carreira internacional, quero me consolidar como um bom profissional mundialmente.

Já documentei dois projetos pessoais que pretendo executar. Eles serão assinados pela minha marca RM Pixels, que criei e carregarei com amor e energia em minha busca contínua pelo sucesso.

E que venham as porradas e as alegrias.

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